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A Lesão do Posterior da Coxa no Futebol

21 Junho, 2017

A Evolução do Futebol e a Incidência da Lesão

 

Nos últimos anos, na Premier League, verificou-se uma evolução de 30% nas distâncias percorridas em alta intensidade. Com a mesma tendência, verificou-se também um aumento de 35% nas distancias percorridas em sprint. Acompanhando esta tendência, verificou-se um aumento de 70% na incidência de lesões no posterior da coxa. Com esta informação, cabe-nos encontrar as melhores estratégias para fazer face a estas lesões. Se optarmos unicamente por aproximar o perfil de treino ao perfil jogo, com intensidades e padrões de movimento idênticos (formas jogadas), faremos o efeito contrário e certamente teremos um maior número de lesões. Se optarmos também pela realização de trabalhos complementares com o objetivo de aumentar a massa muscular, a ativação nervosa, a mobilidade, o equilíbrio muscular, etc., estaremos mais perto de ter sucesso na redução desta lesão. Por outro lado, a monitorização dos atletas é fundamental pois eles, diretamente ou indiretamente, apresentam ao longo da época indicadores para a lesão. Com base nestes indicadores, é possível tomar decisões efetivas que visem otimizar o rendimento do atleta sem deixar que a lesão o faça parar. Para isso, é fundamentar a individualização do treino por forma a conduzir o atleta para os objetivos, mas sempre em segurança. É um facto que “essa coisa das lesões” está longe de ser influenciada pelo facto “Sorte” mas sim por muitos outros fatores que temos cada vez mais obrigação de controlar. Assim, é fundamental adotarmos uma intervenção multifatorial por forma a conseguirmos dominar o maior número de variáveis relativas à lesão.