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Psoas-Ilíaco – Epidemiologia, Prevenção e Intervenção

10 Maio, 2017

Psoas- Ilíaco – Da Alma ao Rendimento Desportivo.

As lesões do psoas-ilíaco no desporto de rendimento não são frequentemente descritas na literatura. Isto deve-se ao facto de habitualmente não ser uma lesão que ocorre por consequência de trauma. Por outro lado, é referenciada como uma lesão que ocorre tendencialmente por sobrecargas repetidas, estado muito relacionada com atividades com ações repetitivas dos membros inferiores. Epidemiologicamente, a lesão do psoas-ilíaco está fortemente relacionada com fatores anatómicos, estruturais e funcionais. O psoa é o músculo mais profundo e estabilizador no corpo humano, afetando o equilíbrio estrutural, a amplitude dos movimentos, a mobilidade articular e o funcionamento dos órgãos do abdómen. O músculo psoas tem a sua origem na coluna lombar e insere-se junto do músculo ilíaco, na pélvis, e termina o seu trajeto na parte anterior do fémur. A principal ação motora do psoas-ilíaco é a flexão coxofemoral mas também, devido à sua origem e trajeto, a estabilização da coluna, pélvis e coxa. Estudos recentes, mostraram uma enorme relação entre a tendinite do psoas-ilíaco com fraqueza em outros músculos do complexo coxofemoral, como o glúteo médio e nos rotadores. Este défice de força caracteriza uma instabilidade geral na região e está envolvido na justificação da patologia. Do ponto de vista neurológico e sensitivo, estudos recentes apresentam o psoas como um “mensageiro” do sistema nervoso central. É assim considerado um “porta-voz das emoções (borboletas na barriga)”. Isto deve-se ao facto de o psoas estar ligado ao diafragma através da fáscia do abdómen sendo influenciado tanto pela respiração, quanto pelo medo reflexo. Um estilo de vida acelerado e o stress geram uma descarga de adrenalina que cronicamente tensiona o psoas, preparando-o para correr ou entrar em movimento, como forma de proteção.

Prevenção:
Para um treino individualizado e de acordo com as necessidades específicas de cada atleta é fundamental uma avaliação objetiva de todos os indicadores, por parte de um fisiologista especializado. Só a partir dai é possível estabelecer um plano de treino preventivo ótimo. Ficam algumas considerações gerais:

  • Relaxamento integral;
  • Adoção de hábitos de vida saudáveis;
  • Controlo postural e da musculatura respiratória;
  • Fortalecimento da musculatura estabilizadora;
    • Abdominal;
    • Médio glúteo;
    • Rotadores da coxa;

Intervenção Clínica:
Com sintomatologia é fundamental a intervenção clínica de médicos fisiatras e de fisioterapeutas especializados. Ficam algumas considerações gerais:

  • Controlo da inflamação;
  • Infiltração de corticoides (condicionado nos atletas);
  • Anti-inflamatórios;
  • Controlo da dor;
  • Analgésicos;
  • Crioterapia;
  • Termoterapia;
  • Cinesioterapia;
  • Alongamento e relaxamento;
  • Fortalecimento muscular;